terça-feira, setembro 06, 2005

Um Poema (também sobre a memória)

Esquece-te de mim, Amor,
das delícias que vivemos
na penumbra daquela casa.
Esquece-te.
Faz por esquecer
o momento em que chegámos,
assim como eu esqueço
que partiste,
mal chegámos,
para te esqueceres de mim,
esquecido já
de alguma vez termos chegado.

António Mega Ferreira

Ervas Silvestres

Hoje é um daqueles dias em que me apetecia acordar e ficar a eternidade do tempo na cama. Entre uma música, um poema, um sonho acordada, um telefonema.

Depois tomaria um banho de eucaliptos e enrolada numa toalha branca e fofa voltaria para os lençóis com cheiro a ervas silvestres.

Hummmmmmmm....

segunda-feira, setembro 05, 2005

Uma ilha qualquer, sem farol

És o único habitante de uma ilha que só tu conheces, rodeada pelo vento. Vês uma bicicleta ferrugenta e um tractor cujo esqueleto ferve ao sol. Vês o Verão transformado num espantalho.
Olhos de estranhos observam-nos das torres.
Tens que regressar. O teu cão corre para ti.
A tua ilha perde-se no mar à noite.

sexta-feira, setembro 02, 2005



Esta é a minha praia do Camus, com as rochas onde o Árabe se esconde!
Este é o Algarve que eu gosto. É nesta praia que eu gosto de ler as beterrabas e outras histórias.

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Acordo

A minha mente é um grande pedaço de irreversível nada, que o toque e sabor e cheiro e som e vista continuam a atingir como instrumentos afiados.

Ser esquecido ultrapassa a memória de outras mentes. O coração não pode esquecer, a menos que contemple o que declina.
À minha mente, regressam então fragmentos de imagens de momentos únicos; lembro-me agora o que eu achava que devia ter esquecido. Despertou a mente.
“The sleeper has awake.”

Despertar da Mente



Já passou mais de um ano e continuo a pensar neste filme. O poder da memória nas nossas vidas e até que ponto o amor sentido por outra pessoa ultrapassa os momentos vividos.

quinta-feira, setembro 01, 2005

Amanhã


inc08 Posted by Picasa

Às vezes, sobre o corpo voa a mão, cruzando o espaço, filtrando raios de luz vermelha, luz de outros lugares; a música faz disparar o pensamento, que se estilhaça em 10.000 espelhos à face de uma esfera que não para.

Ouvimos a noite descer as escadas. O seu nome? Uma incógnita.

O livro



“Water and Metal are the key elements of Time Travel.
Water is the barrier element for the construction of Time Portals used as gateways between Universes at the Tangent Vortex.
Metal is the (transitional) element for the construction of Artifact Vessels.”

The Philosophy of Time travel by Roberta Sparrow
http://ruinedeye.com/cd/time1.htm

Logo

Logo vou ao WIP. Encontramo-nos na Baliza, descemos o caminho de ferro, subimos as escadas de pedra e viramos à esquerda para descermos a rua de alcatrão.

À nossa frente a cidade dourada com os últimos raios de sol, o Tejo um espelho para as nossas almas.

Vá, não te atrases.