domingo, agosto 17, 2014

O Regresso do Tombalobos

Pétalas de bacalhau com ananás
Depois de ter fechado mais de um ano, um dos meus restaurantes preferidos deste Portugal reabriu em 2014. É ele o Tombalobos, de um dos nossos melhores chefs – embora ache que o José Júlio Vintém prefere ser tratado por Cozinheiro -. Claro que tinha de lá voltar, mais a minha Maria.

De regresso às origens, o Tombalobos fica na localidade de Pedra Basta, nos arredores de Portalegre já em plena Serra de S. Mamede. E confirma-se, é um dos nossos melhores restaurantes e, sendo alentejano, é bastante mais do que isso. Continuem a ler que já percebem.

Repetimos a dose de 2012. Mesa marcada para jantar na sexta e, ainda não tínhamos terminado o excelso repasto, e já estávamos a marcar mesa para o almoço de sábado. Os restaurantes assim perfeitos entranham-se e marinam-se no corpo. Digo perfeito sem qualquer tipo de exagero: um Cozinheiro de talento inato (e pessoa de simpatia igualmente natural), iguarias que prestam a justa homenagem à matéria-prima (seja ela carne, peixe, tomate, cebola, erva aromática,…), boa carta de vinhos (apesar de ainda não o poder sequer cheirar) e um serviço à altura (simpático, eficiente, conhecedor e bom conselheiro). Perfeito, portanto.

Passemos então às iguarias, de sexta e sábado, todas elas nunca abaixo da fasquia do excelente: salada de camarão em leito de espinafres com molho de ervas aromáticas, pétalas de bacalhau com ananás, peixinhos da horta (autêntica tempura), ceviche de cavala (que dá baile aos chilenos), salada de pato (têm-na enfrascada para quem quiser levar para o conforto do lar), caracoletas com molho de mostarda e açorda de garoupa. Aqui não se trata de comer, é mais deleitar. 

Deleite, no seu estado mais puro.

3 comentários:

Maria disse...

Faltou falar da 'cereja no topo do bolo'. E, para abrir o apetite, dos passeios pela Serra de São Mamede. Perfeito.

Beijo-te,
M

El Gato disse...

Sim, tudo perfeito, contigo.
Beijo-te,

El Gato disse...

A cereja no topo do bolo foi, à saída e já na esplanada, encontrar o José Júlio Mendes Vintém sentado na mesma mesa que o Dirk Niepoort. Apenas duas das pessoas que eu mais respeito em termos de gastronomia e de vinho. Um pouco como encontrar o Blixa Bargeld e o Gonçalo M. Tavares a comer caracóis juntos em São Bento.
Ele há momentos dificilmente repetíveis. Obviamente, recomenda-se. E muito.