sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Facto #1



Uma percentagem significativa dos Americanos continua a acreditar e a defender ardentemente a Teoria Criacionista, a teoria da concepção inteligente, negando o Evolucionismo de Darwin.
À luz deste facto, surgem na minha mente as seguintes duvidas:

Se a Teoria Criacionista é uma teoria de concepção inteligente como se explica a existência dos Americanos?

A sua estupidez super-potente sera um castigo divino ou resulta de terem evoluído directamente das amibas?

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Pensas que a RFM é uma merda? Acredita que não estás só.



" Será que ele escreveu mesmo merda? " diz um visitante do sofa ao amigo, surpreendido com o facto ter encontrado uma asneira num blog que julgava limpinho.
“Até acho a RFM muito fixe”, comenta o amigo.

Sabem que mais? A RFM enche os ouvidos de milhares de ouvintes com pázadas de merda vindas directamente das principais editoras. Porquê? Porque a maior parte dos ouvintes gosta mesmo disso e, se for preciso, ainda empurra com um cotonete (ou a tampa da caneta que tem à frente).
Anda por aí tanta música que não é tocada; a RFM não nos representa mas sim os mesmos mentecaptos que passam o domingo no Colombo a ver montras, compram a colectânea dos Queen e do Demis Russos, acham que o Pearl Harbor foi o melhor filme que viram e que no brasileiro do Parque das Nações se come muito bem. Meus amigos, fiquem desde já sabendo que tudo isso tresanda, tudo isso é uma monumental bosta, aliás torres gémeas cobertas de excrementos.

Saliente-se a importância da internet e da Radar na divulgação da música independente; através destes meios, consegue-se chegar às pessoas como nós e, potencialmente, tem um grande impacto (veja-se o sucesso dos Arcade Fire, Khonnor ou dos Clap Your Hands Say Yeah). O seu valor acrescentado é fugir à ditadura da playlist, da maioria e das grandes editoras. A internet é um meio fantástico para promover bandas menos conhecidas. Os downloads permitem-nos descobrir música que foi empurrada pela janela, arquivada no cesto do lixo ou que nem sequer passou da recepcionista da “indústria da música”.

Três links:
http://www.fs1.co.uk/ecard/kings/
http://www.arcadefire.com/yope.html
http://sigur-ros.co.uk/media/index.php

Fica a Promessa

Só volto a um concerto RFM quando tiver madeixas louras e um perfume forte e enjoativo.

Os Depeche Mode foram QB em vez de DM (demais), não surpreenderam, tocaram os hits todos como nos álbuns, o vocalista dançou como nos telediscos, os vídeos estavam giros e o som baixo com vários níveis de distorção.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

O casamento entre humanos e ovelhas ameaça a instituição do casamento



Bem, esta é uma perfeita contradição. Ameaça o casamento? Ao permirem casar-se? Não me parece muito lógico. Se se permite a alguém casar com uma ovelha, não se está a encorajar uma ovelha a casar com alguém por quem não se sente atraída, com quem não se pode relacionar sexualmente. Ao permitir o casamento com ovinos, estaremos a reduzir o número de casamentos heterossexuais que acabam em processos de divórcio. Se é a estabilidade da instituição do casamento heterosexual que te preocupa, acredita que ninguém te vai querer num casamento destes. Vais continuar a ter liberdade de escolha.

E falando de divórcio – argumentar que a instituição do casamento deve ser preservada a todo o custo, obrigando pessoas que não se suportam a manter-se juntas, é melhor argumento para a reforma das leis do divórcio do que para impedir o casamento com uma ovelha.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Cheguei

Tropecei, caí no chão, esfolei o nariz, torci o coração, levantei-me, ergui a cabeça, desafiei, senti, sofri, fui feliz, amei, chorei, ri, sonhei, desejei, encontrei o sonho e o pesadelo. Vivi.
Hoje cheguei aos 30, pronta para mais 30!

Portugal, que Futuro?



Estranho país este em que o futuro de 7 milhões de portugueses parece depender de um jogo de ir aos milhões...
Senhores e senhoras, meninos e ovelhas, não desanimem! A probabilidade de conseguirem concretizar esse vosso futuro é de 1 em 76.275.360, ou caso prefiram 0,0000013%.
Tenham o resto de um bom dia.


Provavelmente serão esses mesmos 7 milhões que acham que as relações homossexuais são imorais. Diz quem? A Biblia? De algum modo, eu sempre pensei que a liberdade religiosa implicava o direito a libertar-nos da própria religião. A Bíblia não condiciona a Constituição Portuguesa, ninguém tem o direito de impor regras a alguém baseado-se numa percepção moral de uma interpretação da Bíblia. Nem todas as religiões mundiais têm problemas com a homossexualidade; muitos sectores do Budismo, por exemplo, celebram livremente relações homossexuais e gostariam de ter a autoridade de as tornar em casamentos legais. Neste sentido, a sua liberdade religiosa está a ser violada.

Mais uma vez, aproveito para lhes desejar um santo dia.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Ele e Ela – Capítulo Final


Há dois dias atrás ela respondeu; gostava que vivessem no mesmo país. Ele entusiasmou-se: que o esperasse; ele iria tentar tudo para dar resposta à resposta com uma acção, uma viagem, uma nova vida.

Há dois dias que ela nada diz. Afinal não falavam do mesmo (traduções aparte): ele, falava de uma nova vida; ela, que tinha sido bom mas que a vida continuava. Um flirt de Verão fora da estação. Pior do que ser abandonado era sentir-se perdido, junto com um amor que nunca o chegou a ser. Morto à chegada, sem nunca partir.

Deu-lhe até à hora de almoço de hoje. Passou. Se calhar devia dar-se por satisfeito por a ter conhecido, pelos beijos, palavras e olhares trocados; pelo previlégio de sentir assim, de se ter apaixonado, desiludido, vivido. Isto deveria confortá-lo, mas de modo algum se sentia confortável. Haverá algum fim sem desconforto?

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Racional?



Racional? Por vezes a racionalidade leva-nos a calçar chinelos.

Faltam 7 dias...

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Saudade

No meio de uma conversa de circunstancia, de duas pessoas que acabam de se conhecer, o Luís pergunta-me: Nunca sentiste saudades de um livro, das personagens que invadiram a tua imaginação e que te abandonam com o virar da última página? Fiquei surpreendida, não estava à espera de uma confissão tão pessoal.

Para mim, os livros são referências temporais, lembro-me do que senti em cada um, principalmente nos livros que levo em viagem. Misturo as emoções das páginas escritas com as descobertas vividas. Tenho saudade do tempo, mas não do universo do livro, esse passou também a ser meu.

Lembrei-me de um abraço na “linguagem dos pássaros” em que ela diz que tem saudades dele, sente saudades do tempo que não vai estar com ele. A saudade antes da partida! A angústia do amor demasiado forte, que sofre com ausência mesmo no momento mais insignificante de uma vida ou de um sonho.